Avaliação de Língua Portuguesa –
2º trimestre
Assunto: SUJEITO/ PREDICADO / Tipos de Sujeito
Leia o poema a seguir, de Ulisses
Tavares, e responda às questões 1 e 2 .
Honoris causa
Ah, o amor é uma bobagem
Escrevi, li, conversei a respeito.
Mas depois de conhecer você
Bagunçou tudo no meu peito
Perguntaram se o amor é nada ?
Ora, mais respeito se dê!
Bolas, isso é pergunta de quem
Não conhece você !
(Diário de uma paixão, São Paulo; Geração Editorial.)
1- Identifique no segundo verso quem é
o sujeito das formas verbais escrevi, li , conversei e classifique – o . (1,0)
R. :
__________________________________________________
2- No poema, há um verbo na 3ª pessoa
do plural .
a) Identifique – o . (1.0)
R. :
_____________________________________________
b) O sujeito desse verbo é desinencial
ou indeterminado ? ( 1.0)
R.:
____________________________________________
3- Marque com um x a resposta certa . (1.0)
Na oração : “ Escreve – se muito sobre
o assunto .”
O sujeito é classificado como :
(
) a- composto ; ( )
b- simples ; ( ) c- indeterminado ; ( ) e- desinencial .
4- Classifique o sujeito das orações
abaixo. (2,0)
a - Tropecei na escada rolante.
R.: ___________________________________
b - Acredita – se na educação do país .
R.: ___________________________________
c - A aluna ganhou prêmios no sorteio .
R.
;_____________________________________
d- Assaltaram o banco.
R: _______________________________________
5- Cite as duas regras de sujeito indeterminado. Escreve uma oração para
cada regra.(2.0)
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
6-
Separe o sujeito do predicado. (2.0)
a- Nós cantamos o Hino Nacional todo 2ª
feira.
_____________________________________________________________________________
b- Falamos alto eu e você.
_____________________________________________________________________________
Zélia Castro
VISITA
Sobre a minha mesa, na redação do
jornal, encontrei-o, numa tarde quente de verão. É um inseto que parece um
aeroplano de quatro asas translúcidas e gosta de sobrevoar os açudes, os
córregos e as poças de água. É um bicho do mato e não da cidade. Mas que fazia
ali, sobre a minha mesa, em pleno coração da metrópole?
Parecia morto, mas notei que
movia nervosamente as estranhas e minúsculas mandíbulas. Estava morrendo de
sede, talvez pudesse salvá-lo. Peguei-o pelas asas e levei-o até o banheiro.
Depois de acomodá-lo a um canto da pia, molhei a mão e deixei que a água
pingasse sobre a sua cabeça e suas asas. Permaneceu imóvel. É, não tem mais
jeito — pensei comigo. Mas eis que ele se estremece todo e move a boca molhada.
A água tinha escorrido toda, era preciso arranjar um meio de mantê-la ao seu
alcance sem, contudo afogá-lo. A outra pia talvez desse mais jeito. Transferi-o
para lá, acomodei-o e voltei para a redação.
Mas a memória tomara outro rumo. Lá na minha terra, nosso grupo de meninos chamava
esse bicho de macaquinho voador e era diversão nossa caçá-los, amarrá-los com
uma linha e deixá-los voar acima de nossa cabeça. Lembrava também do açude, na
fazenda, onde eles apareciam em formação de esquadrilha e pousavam na água
escura. Mas que diabo fazia na avenida Rio Branco esse macaquinho voador? Teria
ele voado do Coroatá até aqui, só para me encontrar? Seria ele uma estranha
mensagem da natureza a este desertor?
Voltei ao banheiro e em
tempo de evitar que o servente o matasse. “Não faça isso com o coitado!”
“Coitado nada, esse bicho deve causar doença.” Tomei-o da mão do homem e o pus
de novo na pia. O homem ficou espantado e saiu, sem saber que laços de afeição
e história me ligavam àquele estranho ser. Ajeitei-o, dei-lhe água e voltei ao
trabalho. Mas o tempo urgia, textos, notícias, telefonemas, fui para casa sem
me lembrar mais dele.
GULLAR, Ferreira. O menino e o arco-íris e outras crônicas. Para
gostar de ler, 31.
São Paulo: Ática,
2001. p. 88-89
1 - Ao encontrar um inseto quase morto em sua mesa, o homem (0.5)
a) colocou-o dentro de um pote de água.
b) escondeu-o para que ninguém o matasse.
c) pingou água sobre sua cabeça.
d) procurou por outros insetos no escritório.
e) não lhe deu muita importância.
2 - O homem interessou-se pelo inseto porque
a) decidiu descansar do trabalho cansativo que realizava no jornal.
(0.5)
b) estranhou a presença de um inseto do mato em plena cidade.
c) percebeu que ele estava fraco e doente por falta de água.
d) resolveu salvar o animal para analisar o funcionamento do seu corpo.
e) era um inseto perigoso e contagioso.
3 - A mudança na rotina do homem deu-se
(0.5)
a) à chegada do inseto na redação do jornal.
b) ao intenso calor daquela tarde de verão.
c) à monotonia do trabalho no escritório.
d) à transferência de local onde estava o inseto.
e) devido ao cansaço do dia.
4 - Em “Não faça isso com o coitado!”, a palavra sublinhada
sugere sentimento de (0.5)
a) maldade
b) crueldade
c) desprezo
d) esperança
e) afeição
5- Assinale a alternativa em que a associação está correta: (0.5)
I. Deus fez a luz; depois criou a natureza e, finalmente, formou o
homem.
II. Se quiseres vencer na vida, cultiva a paciência e segue a lei do Amor.
III. Conheci um grande amigo!
II. Se quiseres vencer na vida, cultiva a paciência e segue a lei do Amor.
III. Conheci um grande amigo!
A - Período composto por coordenação.
B - Período simples.
A) I-A; II-B; III-A
B) I-B; II-A; III-B
C) I-A; II-A; III-B
D) I-B; II-B; III-A
E) I-A; II-A; III-A
6 - Assinale a
sequência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item, uma
correta relação de sentido: (0.5)
1. Correu demais,
_______ caiu.
2. Dormiu mal, _______ os sonhos não o deixaram em paz.
3. A matéria perece, _______ a alma é imortal.
4. Leu o livro, _______ é capaz de descrever as personagens com detalhes.
2. Dormiu mal, _______ os sonhos não o deixaram em paz.
3. A matéria perece, _______ a alma é imortal.
4. Leu o livro, _______ é capaz de descrever as personagens com detalhes.
5. Guarde seus
pertences, _______ podem servir mais tarde.
A) porque, todavia,
portanto, logo, entretanto
B) por isso, porque, mas, portanto, que
C) logo, porém, pois, porque, mas
B) por isso, porque, mas, portanto, que
C) logo, porém, pois, porque, mas
D) por isso,
porque, e, porém, mas
E) pois, porém,
pois, porém, contudo
7-- Divida
e classifique as orações dos períodos
abaixo: (2.0)
a- Estudou com afinco, logo tirará boas notas.
R. :
__________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____________________________________________________________________
b- Não empreste nem alugue seu
apartamento a estranhos .
R.______________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
c- Ele é de extremos: ou ama, ou
odeia.
R. :
______________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
d- Parecia um louco.Driblou.Correu.Parou.Chutou.
R.
_____________________________________________________________
______________________________________________________________________
Zélia Castro/2012.
GABARITO
DE PORTUGUÊS
1 – C / 2
– B / 3 – A / 4 – E / 5 – D / 6
– A / 7 – C / 8 – C / 9 – B / 10
– E
Vó caiu na piscina
De noite na casa da serra, a luz acabou.
Entra o garoto:
− Pai, vó caiu na piscina.
− Tudo bem, filho.
O garoto insiste:
− Escutou o que eu falei pai?
− Escutei, e daí? Tudo bem.
− Cê não vai lá?
− Não estou com vontade de cair na
piscina.
− Mas ela ta lá...
Eu sei você já contou. Agora deixe
seu pai fumar um cigarrinho descansado.
− Tá escuro, pai.
− Assim até é melhor. Eu gosto de
fumar no escuro. Daqui a pouco a luz volta. Se não voltar, dá no mesmo. Pede a
sua mãe pra acender a vela na sala. Eu fico aqui mesmo, sossegado.
− Pai...
Meu filho vá dormir.
− Vó ta com uma vela.
− Pois então? Tudo bem. Quando ela
sair da piscina, pega a vela e volta direitinho pra casa. Não vai errar o
caminho, você sabe muito bem que sua avó não precisa de guia.
− Por que cê não acredita no que eu
digo?
− Como não acredito? Acredito sim.
− não tá acreditando.
− Você falou que a sua avó caiu na
piscina, eu acreditei, tudo bem. Que é que você queria que eu dissesse?
− Não pai, cê não acreditou nem mim.
− Ah, você está me enchendo. Vamos
acabar com isso. Eu acreditei quantas vezes você quer que eu diga isso? Ou você
acha que estou mentindo?
− Não te chamei de mentiroso.
− Não chamou, mas está duvidando de
mim. Bem, não vamos discutir. Sua avó caiu na piscina e daí? É um direito dela.
Não tem nada de mais cair na piscina. Eu só não caio porque estou meio
resfriado.
− Ô, pai!!!
O garoto saiu desolado. Daí a pouco
chega a mãe:
− Eduardo, você sabe que dona
Marieta caiu na piscina?
− Até você, Fátima? Não chega o
Nelsinho vir com essa ladainha.
− Eduardo, está escuro que nem breu,
sua mãe tropeçou, escorregou e foi parar dentro da piscina, ouviu? Está com uma
vela acesa na mão, pedindo que tirem ela de lá, ela está com a roupa
encharcada, e se você não for depressa ela morre, Eduardo!
− Como? Por que aquele moleque não
me disse isto logo? Ele falou apenas que ela tinha caído na piscina, não
explicou que ela tinha tropeçado, escorregado e caído!
Saiu correndo, nem esperou a vela,
tropeçou, quase ia parar também dentro
d’água :
− Mamãe, me desculpe! O menino não
me disse nada direito. Falou só que a senhora caiu na piscina. Eu pensei que a
senhora estava se banhando.
− Está bem Eduardo − disse dona
Marieta, saindo da água pela mão do filho, e sempre empunhando vela que
conseguira manter acesa. − Mas de outra vez você vai prestar mais atenção no
sentido dos verbos, ouviu? Nelsinho falou direito, você é que teve um acesso de
burrice, meu filho!!!
(Carlos Drummond de Andrade)
Interpretação de texto:
1. Leia o trecho:
− Pai, vó caiu na piscina.
− Tudo bem filho.
a. O que Nelsinho quis dizer?
________________________________________________________________________________________________________________
b. O que Eduardo entendeu?
________________________________________________________________________________________________________________
c. O que causou a confusão?
________________________________________________________________________________________________________________
2. No texto, predomina o diálogo,
ou seja, as personagens conversam.
Observe os sinais de pontuação e responda.
a. Para que serve os dois-
pontos? ________________________________________________________________________________________________________________
b. Para que serve o travessão?
________________________________________________________________________________________________________________
3. Qual é o clímax da história? ________________________________________________________________________________________________________________
4. Você concorda com a fala de
dona Marieta quando ela diz que o filho teve “acesso de burrice”? Explique o
que entendeu.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
5- Quais os significados do verbo cair no texto?
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Zélia Castro/2012.
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